Boletim Informativo – Dezembro 2001

EDITORIAL

IV Congresso Brasileiro de História Econômica e 5ª Conferência Internacional de História de Empresas . São Paulo, 2 a 5 de setembro de 2001

Nos quatro dias de trabalho do Congresso, a ABPHE teve a oportunidade de divulgar aos pesquisadores da área tanto as contribuições metodológicas que se situam na fronteira do conhecimento quanto permitir um amplo debate sobre as mais polêmicas questões de nossa história econômica.

A Sessão de Abertura foi presidida pelo Magnífico Reitor da Universidade de São Paulo, Prof.Dr. Jacques Marcovitch. À mesa estiveram presentes o Magnífico Reitor da Universidade Federal do Paraná, Prof. Dr. Carlos Roberto Antunes dos Santos, Presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores em História Econômica, Prof. Wilson Suzigan, vice-presidente da ABPHE e coordenador-geral do Congresso e da Conferência e o Prof. Roberto Cortés Conde, presidente da Associação Internacional de História Econômica e conferencista convidado para a sessão de abertura.. Celso Furtado e Roberto Cortés Conde foram homenageados com o título de sócios-honorários da ABPHE.

As sessões científicas incluíram: duas conferências, além daquela apresentada na sessão de abertura, seis mesas-redondas e mais de noventa comunicações divididas em seis módulos: Brasil Colônia e Império; Brasil República; História Econômica Geral e Economia Internacional; Metodologia, Historiografia e Pensamento Econômico; História de Empresas; Sessões especiais sobre teses e dissertações.

Ao todo foram recebidos 119 textos completos: desses, 95 foram selecionados para apresentação no Congresso e na Conferência. Somados às 18 mesas-redondas, às três conferências e a uma sessão especial, tivemos 117 trabalhos incluídos nos eventos. A participação no Congresso e na Conferência somou o número de 191 inscritos, sendo 22 convidados para conferências e mesas-redondas, 112 participantes com trabalho e 57 inscritos como ouvintes.

Conferências

Na Conferência da Sessão de Abertura, o Prof. Roberto Cortés Conde, após breve explanação sobre a Associação Internacional de História Econômica e sobre o Congresso Internacional a se realizar em 2002 em Buenos Aires, tratou do estágio atual da pesquisa em história econômica. Em sua perspectiva, a valorização do estudo das instituições na teoria econômica deu novo rumo à história econômica: se as "instituições importam", a história se torna um campo privilegiado pois é nela que se definem as características institucionais em cada tempo e espaço.

Na segunda conferência, o Prof. Eddy Stols traçou um largo panorama dos investimentos belgas no Brasil, unindo seu conhecimento da Bélgica com a longa vivência que tem dos problemas brasileiros e da própria história do Brasil.

Na terceira conferência, o Prof. Jaime Reis propôs uma visão inovadora – e também polêmica – sobre o padrão de vida do trabalhador europeu no processo de industrialização. Sua preocupação se dirigiu ao desfrute dos chamados "bens imateriais", em contraste com as formas clássicas de discussão do padrão de vida, centradas na disponibilidade de bens materiais. Alfabetização, educação, cultura são exemplos de bens imateriais que, em certas circunstâncias, aparecem como alternativos aos bens materiais.

As conferências forneceram, aos congressistas, uma visão de algumas alternativas metodológicas da pesquisa na história econômica atual, contribuindo para a abertura de novas perspectivas, ainda que tais orientações possam suscitar grandes divergências.

Mesas-redondas

As seis mesas-redondas trouxeram temas polêmicos da historiografia ou contribuições recentes ao método de pesquisa em história econômica.

A mesa-redonda "A Economia Colonial Escravista Revisitada" começou com a exposição de Jacob Gorender que fez uma breve revisão de seu livro clássico sobre o tema, agregando comentários sobre a atualidade da questão do escravismo. José Flávio Motta expôs um estudo de sobre a estabilidade da família escrava, contrapondo-se à perspectiva usual de inexistência de vida familiar entre os escravos no Brasil. Manolo Florentino explorou a importância da atividade comercial interna na economia escravista de fins do século XVIII e começos do XIX. Essas três visões distintas, e em certa medida conflitantes, da organização da economia escravista permitiram aos congressistas situar as divergências interpretativas entre essas correntes.

A mesa-redonda "Crises da dívida externa" trouxe três contribuições bastante diferenciadas: Carlos Marichal relatou as recorrentes crises da dívida externa mexicana, procurando inserí-las no contexto mais geral da economia mundial. Marcelo Paiva Abreu, que teve seu trabalho exposto por André Arruda Villela, discutiu a condição do Brasil enquanto pagador de sua dívida externa ao longo da história; e Maria Teresa Ribeiro de Oliveira tratou das relações entre dívida externa e situação fiscal no Brasil na década de 90 do século XIX. As diferentes visões do problema da dívida externa reafirmam a importância desse desequilíbrio na história latino-americana tanto pela dimensão que assume em determinados momentos quanto pela freqüência com que retorna ao primeiro plano das questões econômicas nacionais.

A questão da dívida externa retornou na mesa-redonda "O impacto da globalização na América Latina". Fernando Pedrão, Wilson Cano e Ricardo Bielschowsky trataram o tema sob óticas diversas, ressaltando tanto o impacto na esfera produtiva quanto na financeira. Os acontecimentos recentes, com o aprofundamento da crise argentina, deram ao tema da mesa-redonda grande atualidade, de modo que as intervenções refletiram também as preocupações do momento com a forma de inserção da economia brasileira no mercado financeiro internacional.

Questões teóricas e metodológicas foram o núcleo da discussão na mesa-redonda "Economia institucional e história econômica": Ramón Garcia Fernández trabalhou o tema no plano mais geral procurando mostrar as razões que levaram muitos historiadores econômicos a incorporarem a economia institucional em seus trabalhos. Stephen Haber e Flávio Versiani apresentaram aplicações da economia institucional ao desenvolvimento brasileiro e ao escravismo.

O pensamento econômico brasileiro foi objeto da mesa "O liberalismo de Cairu em questão" que contou com a participação de José Jobson de Andrade Arruda (que expôs trabalho escrito em co-autoria com Fernando Novais), José Luís Cardoso e Antonio Penalves Rocha. A obra de Cairu vem sendo objeto de novas publicações e o debate procurou situar o alcance e os limites do liberalismo no pensamento de Cairu.

Finalmente, a mesa-redonda referente à história de empresas tratou do acesso e do uso das fontes documentais da empresas. Se ao historiador em geral, a questão da crítica das fontes é essencial para a pesquisa, no caso da documentação empresarial há cuidados particulares a serem levados em conta dada a natureza e os objetivos dessa documentação.

As mesas redondas ofereceram aos congressistas um painel relativamente amplo de questões ligadas diretamente à pesquisa em história econômica. Seja pelos temas em si, seja pelas orientações teóricas e metodológicas dos trabalhos apresentados, acreditamos que as discussões foram de proveito para os pesquisadores que acompanharam essas mesas-redondas.

Módulos temáticos, Sessões sobre Teses e Dissertações e Sessão Especial

Nos módulos temáticos foram incluídos cerca de 95 trabalhos, sendo distribuídos entre os seis módulos.

No Módulo I – Brasil Colônia e Império – a questão do trabalho, principalmente do trabalho escravo, foi a que mais atraiu a atenção dos pesquisadores. De dezoito trabalhos selecionados, oito relacionavam-se ao trabalho escravo e ao trabalho livre, em geral com base em pesquisas empíricas em fontes primárias. Outro tema que apareceu em vários trabalhos foi o do desenvolvimento e da dinâmica do mercado interno, inclusive gerando polêmicas nas sessões de comunicações.

No Módulo II – Brasil República - houve maior dispersão temática. Se há alguns anos o binômio café e indústria praticamente monopolizava a discussão, hoje há um interesse bastante diversificado. Bancos e sistema financeiro, agricultura em geral e sua expressão política, a questão do trabalho, transportes e sistema fiscal foram objeto das exposições. A pesquisa empírica em fontes primárias está presente na maior parte dos trabalhos.

No Módulo III – História Econômica Geral e Economia Internacional – houve forte participação de pesquisadores estrangeiros. Um simpósio organizado pelo Prof. Mario Cerutti (da Universidad Autónoma de Nuevo León, México) discutiu o tema das economias de fronteiras. Outros temas foram tratados tais como empresas de serviços públicos (na Argentina e na Europa), bancos na Argentina, trabalho e distribuição de renda na Argentina e no Uruguai, investimentos internacionais, comércio e relações externas no cone sul. A interação obtida no módulo vem sendo repetida nos encontros das associações de história econômica do Brasil, da Argentina e do Uruguai.

O Módulo IV - Metodologia, Historiografia e Pensamento Econômico - expôs um conjunto bastante variado de contribuições em que predominou a preocupação com o pensamento econômico brasileiro e internacional. Talvez esta variedade reflita mesmo um momento da pesquisa em história econômica no Brasil em que os maiores esforços têm sido dirigidos à pesquisa empírica em fontes primárias, sugerindo a importância de se adensar a reflexão em torno das questões metodológicas e historiográficas.

O Módulo V - História de Empresas - também pode reunir número expressivo de

pesquisadores estrangeiros ao lado dos brasileiros. Estradas de ferro, empresas industriais, empresas estatais, privatização, desnacionalização foram os temas mais tratados neste módulo, numa área de pesquisa que a cada congresso apresenta maior densidade tanto em número de trabalhos quanto em termos da consolidação de fundamentos teóricos e abordagens metodológicas mais profundas.

A estrutura organizacional do IV Congresso apresentou uma inovação - o módulo especial para apresentação de Teses e Dissertações (tanto de pesquisas em andamento quanto de trabalhos recém-defendidos). A experiência, pelo entusiasmo dos pós-graduandos, parece ter sido bastante positiva e recomenda que o módulo seja preservado para os próximos congressos.

Cumpre lembrar ainda a realização de uma sessão especial sobre a "Demografia das Empresas Industriais Brasileiras", organizada em conjunto pelo IPEA e pelo IBGE.

Em suma, as opiniões colhidas ao longo dos quatro dias de trabalho, sugerem que o Congresso e a Conferência atingiram seus objetivos centrais: de ser um grande fórum de discussão dos principais temas da historiografia econômica e de permitir um amplo contato entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros, em especial dando a oportunidade de aproximação entre os professores mais experientes e as gerações mais novas.

NOVA DIRETORIA

Durante o IV Congresso Brasileiro de História Econômica e a 5ª Conferência Internacional de História de Empresas, o Professor Carlos Roberto Antunes dos Santos, Presidente da ABPHE – 1999-2001, deu posse a nova Diretoria, composta pelos professores:

Wilson Suzigan – Presidente

Clélio Campolina Diniz – Vice-Presidente

Maria Alice Rosa Ribeiro – 1º Secretário

Sérgio de Oliveira Birchal – 2º Secretário

Flávio Azevedo Marques de Saes – 1º Tesoureiro

Douglas Cole Libby – 2º Tesoureiro.

NOVO CONSELHO DE REPRESENTANTES DA ABPHE

Para compor o novo Conselho de Representantes da ABPHE foram eleitos os seguintes associados:

Região Centro-Oeste: Representantes – Flávio Rabelo Versiani e Maria Teresa Andrade Ribeiro de Oliveira, Suplente – Barsanufo Gomides Borges;

Região Nordeste: Representantes – Josemir José Camilo e Cesare Giuseppe Galvan, Suplente – Fernando Cardoso Pedrão;

Região Sul: Representantes – Fábio Dória Scatolin e Victor Manuel Pelaez Alvares, Suplente – José Gabriel Porcile Meirelles;

Região Sudeste: Representantes – Carlos Gabriel Guimarães e Maria Yedda Leite Linhares, Suplente – Fania Fridman;

Região São Paulo: Representantes – Maria Lúcia Lamounier e Lígia Maria Osório Silva, Suplente – Maria Lúcia Caira Gitahy

Região Norte: Não foram eleitos representantes em virtude do baixo número de associados.

De acordo com os Estatutos, também fazem parte do Conselho os ex -presidentes da ABPHE: Tamás Szmrecsányi, Luiz Carlos Soares e Carlos Roberto Antunes dos Santos.

MOÇÃO DE APOIO À GREVE DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS

Na Assembléia Geral realizada no IV Congresso, a ABPHE reconheceu a importância do Movimento dos Professores da Universidades Federais em defesa do ensino público, aprovando Moção de Apoio à Greve Nacional das IFES.

EMPRESAS ESTATAIS PRIVATIZADAS – HISTÓRIA... SEM MEMÓRIA

Na mesma Assembléia, a ABPHE manifestou seu temor pelo sucateamento dos arquivos e dos documentos das Empresas Estatais Privatizadas e aprovou uma Moção de Apoio à Preservação da Memória Histórica das Empresas Privatizadas.

 

NOVOS SÓCIOS, BENVINDOS!

Região Centro-Oeste

Roberto Borges Martins

Stephen Anthony de Castro

Região Nordeste

Lidia Maria Leal Santana

Marcos Quedes Vaz Sampaio

Região São Paulo

Carlos Augusto Vidotto

Claudilei Rodrigues da Rocha

Eduardo Rois Morales Alves

Ivan Berzin

José Jobson do Nascimento

Maria Isabel Basilisco Celia

Mario Sergio de Mattos Stipp

Ricardo Zimbrão Affonso de Paula

Rogério Naques Faleiros

Wilson Vieira

Região Sudeste

Carlos Alberto Medeiros Lima

Ebenézer Pereira Couto

Eduardo Nazareth Paiva

 

NÃO ESQUEÇAM DE PAGAR A ANUIDADE DE 2002

Na reunião conjunta do Conselho e da Diretoria da ABPHE, realizada durante o IV Congresso, foram estabelecidos os seguintes valores para a anuidade de 2002:

Profissionais: R$ 80,00 (oitenta reais), com 10% de desconto para pagamento até 31 de março de 2002.

Estudantes: R$ 40,00 (quarenta reais), com 10% de desconto para pagamento até 31 de março de 2002. A cobrança será feita oportunamente por correspondência específica.

DOAÇÃO DE LIVROS E PERIÓDICOS

Dadas as dificuldades de mobilizar recursos para a fundação de um Biblioteca própria da ABPHE e ao mesmo tempo de manter uma administração bibliotecária em funcionamento, uma vez que a direção da Associação tem caráter itinerante, deslocando-se de dois em dois anos para uma nova sede, localizada em outra Universidade, a Diretoria decidiu doar as publicações recebidas durante sua gestão à biblioteca da escola que hospedar a secretaria da ABPHE durante a gestão de 2001 a 2003. Assim sendo, as publicações recebidas como doações pela Associação serão incorporadas ao acervo da Biblioteca da Faculdade de Ciências e Letras, FCL, da UNESP, Campus de Araraquara. As publicações recebidas durante as gestões anteriores deverão ser doadas respectivamente às Bibliotecas de Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná e do Instituto de Ciências Humanas da Universidade Federal Fluminense.

PUBLICAÇÕES RECEBIDAS PELA ABPHE

A ABPHE recebeu as seguintes publicações:

Almir Pita Freitas Filho & Margareth Guimarães Martins - Empresas têxteis no Rio de Janeiro de capital acionário português: 1880-1913. Uma contribuição ao estudo da história empresarial no Brasil

Eulália Maria Lahmeyer Lobo- Imigração Portuguesa no Brasil

Jorge Silva Riquer & Antonio Escobar Ohmstede (Coordinadores) - Mercados Indígenas en México, Chile y Argentina - Siglos XVIII-XIX

Luiz Carlos Soares (org.) Da revolução científica à Big (business) Science. O livro reúne cinco ensaios sobre história social da ciência e da tecnologia publicado na Série História da Ciência e da Tecnologia da editora HUCITEC em co-edição com a Editora da Universidade Federal Fluminense – EDUFF.

Josué Modesto dos Passos Subrinho - Reordenamento do trabalho. Trabalho Escravo e Trabalho Livre no Nordeste Açucareiro. Sergipe 1850-1930

Lourival Santana Santos (org.) - Camponeses de Sergipe. Estratégias de Reprodução

Lourival Santana Santos & Maria Thetis Nunes - Catalógo de Documentos Manuscritos Avulsos da Capitanis de Sergipe (1680-1826)

Lourival Santana Santos (Coordenador) - Catálogo de Documentos Manuscritos Avulsos da Capitanias de Alagoas (1619-1822)

Olga Rodrigues de Moraes von Simson (Org.) - O Garimpeiro dos cantos e antros de Campinas

Revista de História Econômica y Social - Travesía - nº 2

Revista de Sociologia e Política. Publicação semestral da área de Ciência Política do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná. O número 15 publica um dossiê dedicado à Democracia, Políticos e Partidos .

Boletín de fuentes - América Latina en la Historia Económica - Economía Indígena

Boletín de Estudios Históricos - Todo es Historia

UNIVERSIDAD NACIONAL DE COLOMBIA -

Anuario Colombiano de Historia Social y de La Cultura, nº 8

Anuario Colombiano de Historia Social y de La Cultura, nº 9

Anuario Colombiano de Historia Social y de La Cultura, nº 11

Anuario Colombiano de Historia Social y de La Cultura, nº 12

Anuario Colombiano de Historia Social y de La Cultura, nº 13-14

Anuario Colombiano de Historia Social y de La Cultura, nº 15

Anuario Colombiano de Historia Social y de La Cultura, nº 16-17

Anuario Colombiano de Historia Social y de La Cultura, nº 18-19

Anuario Colombiano de Historia Social y de La Cultura, nº 20

Anuario Colombiano de Historia Social y de La Cultura, nº 21

Anuario Colombiano de Historia Social y de La Cultura, nº 22

Anuario Colombiano de Historia Social y de La Cultura, nº 23

Anuario Colombiano de Historia Social y de La Cultura, nº 24

Anuario Colombiano de Historia Social y de La Cultura, nº 25

Anuario Colombiano de Historia Social y de La Cultura, nº 26

Anuario Colombiano de Historia Social y de La Cultura, nº 27

 

REVISTA da ABPHE: HISTÓRIA ECONÔMICA & HISTÓRIA DE EMPRESAS

O Conselho de Redação e a Comissão Executiva da Revista integrada pelos professores Tamás Szmrecsányi, Maria Teresa Ribeiro de Oliveira e Luz Carlos Soares foram mantidos por decisão conjunta da Diretoria e do Conselho. A Comissão será responsável pela organização e publicação dos quatro próximos números da Revista, dois para 2002 e dois para 2003. O próximo número IV, 2, (2001) já está no prelo. A Comissão deverá enviar em breve uma circular aos associados solicitando a colaboração de todos.

 

BIBLIOGRAFIA DE HISTÓRIA ECONÔMICA

Celso Furtado - Economia colonial no Brasil dos século XVI e XVII

Celso Furtado doou à ABPHE os direitos autorais da primeira edição de sua tese de doutorado, até então inédita entre nós. O livro recentemente publicado já se encontra à venda nas livrarias e pode ser adquirido junto à secretaria da ABPHE.

 

Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA – Escritos selecionados de Annibal Villela

A ABPHE co-patrocinou a publicação do livro editado pelo IPEA em homenagem ao seu ex-diretor, falecido no ano passado, e que integrava a Associação como seu sócio-honorário. O livro encontra-se à venda no IPEA Serviço Editorial do IPEA, email: editrj@ipea.gov.br e na Secretaria da ABPHE.

Villela e Suzigan

Em outubro 2001 foi lançada a 3ª edição do clássico da historiografia econômica brasileira Política do governo e crescimento da economia brasileira, 1889-1945, mais conhecido entre professores e estudantes como "Villela e Suzigan". Há muitos anos esgotado, o livro de Annibal Villela e Wilson Suzigan reclamava uma nova edição. A iniciativa deveu-se à atual direção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada que em boa hora decidiu reeditar o "clássico número 10" da Série Monográfica do IPEA. A primeira edição saiu em 1973 e a segunda em 1975, portanto há um bocado de tempo...Para obter um exemplar faça sua encomenda no Serviço Editorial do IPEA, email: editrj@ipea.gov.br ou na Secretaria da ABPHE.

Labour relations and industrial performance in Brazil. Greater São Paulo, 1945-60. St Antony’s Series, coleção editada pela St Antony’s College de Oxford, em co-edição com a Palgrave, UK, acaba de publicar em livro a tese de doutorado de Renato Colistete, professor assistente-doutor do Departamento de Economia da Faculdade de Ciências e Letras da UNESP, Campus de Araraquara e coordenador do Programa de Pós-graduação em Economia, área de concentração História Econômica. Labour relations and industrial performance in Brazil está dividido em três partes: a primeira aborda a formação do mercado de trabalho e da força de trabalho industrial; a segunda , as condições de trabalho e a terceira trata do desempenho da indústria na grande São Paulo no pós-guerra até 1960. O tratamento das fontes primárias produzidas por diferentes instituições foi a base da construção do tese do professor, cuja orientação coube a Leslie Bethell, Rosemary Thorp e Alan Knight. Mais informações: renatoc@fclar.unesp.br

Formação da Diplomacia Econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império", publicada pela Editora Senac-SP, o livro de Paulo Almeida é o resultado de pesquisas em arquivos e leitura de extensa bibliografia secundária a respeito dos fundamentos da moderna diplomacia econômica brasileira, cobrindo vertentes diversas de seu funcionamento durante o século XIX, como a diplomacia comercial, a financeira (inclusive do Brasil como credor no Prata), força de trabalho (tráfico e imigração), investimentos estrangeiros (incluindo patentes), diplomacias regional e multilateral, estrutura institucional e política do serviço exterior no campo econômico, além de um capitulo introdutório de natureza metodológica e um final sobre o desenvolvimento da diplomacia econômica na era republicana. O livro contem ainda uma cronologia do processo econômico colonial (1415-1822) e um abrangente corpo de tabelas estatísticas e de quadros analíticos. Mais informações: www.pralmeida.org ; http:// www.sp.senac.br; Fax: 0XX (11) 3289-9634; E-mail: eds@sp.senac.br).

 

PROJETOS & PESQUISAS

Guia de Fontes Americanas sobre o Brasil Colonial acervos documentais em repositórios dos Estados Unidos. Projeto Resgate –Minc- EUA-Colonial é coordenado por Carmen Lícia Palazzo de Almeida (nossa associada) e Francisco Rogido Fins e tem por objetivo identificar, catalogar e reproduzir os registros documentais relativos ao período colonial da história do Brasil, integrando as coleções de documentos históricos depositados em arquivos , centros de pesquisas e bibliotecas dos Estados Unidos. Para maiores informações o email dos coordenadores é carmenlicia@yahoo.com e rogido@earthlink.net

AGENDA

Eventos realizados

Primer Congreso de Historia Económica de México. A Associação Mexicana de Historia Económica foi realizado nos dias 24 a 26 de outubro de 2001 no Instituto de Investigaciones Históricas, UNAM, México, D.F. Dentre os temas e discussões em debate se destacam: Mesa XIX, coordenada pelo Dr. Mario Cerutti "El futuro de la historia económica en América Latina" que teve como expositores John Coatsworth, Stephen Haber, Roberto Cortés Conde, Pablo Martín Aceña, Carlos Dávila e Tamás Szmrecsányi. O último foi também debatedor das mesas VII, "Empresarios e a industria en el siglo XIX", e XV, " Temas y problemas de la historia agraria en Mexico, siglos XIX y XX".

Próximos eventos

The Conference Latin American History – CLAH - organizada pela The American Historical Association, 2002 Annual Meeting. San Francisco, California deverá ser realizado no começo de janeiro de 2002. A CLAH organiza algumas sessões sobre Brasil como: "Perspectives on Brazilian History"; "Rethinking regionalism and the construction of Amazonian and Northeasten Brazil"; "Archives, repression, and writing the history of authoritarism in Chile and Brazil"; "Lands of Opportunity? Comparing the immigrant histories of Argentina, Brazil, Mexico, and the United States"; "Intellectuals, ideology, and economic policy in Brazil and Mexico 1890-1960".

Congresso Internacional de História Econômica, Buenos Aires, 2002. Para maiores informações site: www.ehnet/XIII

V Congresso Brasileiro de História Econômica e 6ª Conferência Internacional de História de Empresas terá lugar em Belo Horizonte, em setembro de 2003. Clélio Campolina Diniz, Sérgio de Oliveira Birchal e Douglas Cole Libby estão na comissão organizadora e já deram inicio aos preparativos.

 

OFERTAS DE LIVROS & REVISTAS

ANNIBAL VILLELA Escritos selecionados de Annibal Villela . R$ 20,00. Para associados R$ 15,00, desconto de 25%

CELSO FURTADO. Economia colonial no Brasil dos século XVI e XVII. R$ 20,00. Para associados R$ 18,00, desconto de 10% para associados

CADERNO DE RESUMOS E CD DOS CONGRESSOS DA ABPHE

III CONGRESSO BRASILEIRO DE HISTÓRIA ECONÔMICA E 4ª CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE HISTÓRIA DE EMPRESAS R$ 5,00

IV CONGRESSO BRASILEIRO DE HISTÓRIA ECONÔMICA E 5ª CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE HISTÓRIA DE EMPRESAS R$ 5,00