a sociedade dos amigos dos negros: o antiescravismo na revolução francesa

  • Laurent Azevedo Marques de Saes Universidade de São Paulo, São Paulo, São Paulo
Palavras-chave: Antiescravismo. Revolução francesa. Escravidão. Comércio. Colônias

Resumo

Pretendemos traçar o perfil da primeira sociedade antiescravista francesa. Surgida às vésperas da Revolução, a Sociedade dos Amigos dos Negros reuniu um grupo seleto de homens de letras, nobres e financistas que se dedicaram, por meio de panfletos e petições à Assembleia, a levar o problema da escravidão para o espaço público. Ela tornou-se, para colonos e armadores, um símbolo da ameaça que pesava sobre o comércio colonial naquele tempo de mudanças. O discurso dos Amigos, entretanto, não visava à desagregação do sistema colonial: o seu antiescravismo era moderado, centrado na proibição do tráfico e na abolição gradual da escravidão. Procuraremos compreender a natureza e os limites do antiescravismo francês do final do século XVIII, que traduzia as contradições da própria Revolução, quando confrontada à escravidão colonial.

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